No meio da escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão, surgiu uma plataforma de Inteligência Artificial chamada StrikeRadar.
Não é um órgão oficial.
Não é um centro de inteligência governamental.
É um produto criado por um product manager que utilizou um modelo de linguagem (Claude) para construir, em poucas horas, um sistema capaz de:
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Agregar dados públicos em tempo real
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Cruzar padrões históricos
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Atribuir pesos a sinais logísticos e mediáticos
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Traduzir tudo numa probabilidade dinâmica

O resultado é um dashboard público que mostra um indicador de probabilidade de ataque em tempo real.

Isto, há poucos anos, exigiria equipas de analistas, cientistas de dados e infraestrutura pesada.
Hoje, uma pessoa com uma ideia, dados e IA consegue fazê-lo.
Mas houve um detalhe pelo qual não esperava!
Ao observar o dashboard, reparei que para além do indicador principal surgem também variações percentuais associadas a países. E Portugal aparece listado, com uma variação significativa de 163%!
Isto não significa que Portugal esteja “em risco direto”. O sistema trabalha com variações relativas nos sinais monitorizados: tráfego, padrões correlacionados, dinâmica de interesse ou outros indicadores estatísticos.

A Inteligência Artificial está a transformar fluxos dispersos de informação em métricas visuais, acessíveis e atualizadas em tempo real. Está a converter ruído em percentagem. Está a transformar padrões em perceção concreta.
É um exemplo claro de como ferramentas de IA generativa e integração de APIs estão a democratizar aquilo que antes era exclusivo de estruturas institucionais. A plataforma pode ser consultada publicamente em usstrikeradar.com.
A questão estratégica já não é se a IA consegue fazer isto.
É porque é que a maioria das organizações ainda não está a construir os seus próprios radares de risco, concorrência, churn ou exposição mediática.
A tecnologia está disponível para todos. A grande diferença está no que fazemos com ela.