O ChatGPT entrou nas escolas e universidades de forma quase espontânea e tanto professores como alunos usam-no nas tarefas do dia-a-dia.
Mas será que esta inteligência artificial está, de facto, a melhorar a aprendizagem?
Um estudo recente publicado pela Nature Humanities and Social Sciences Communications, ajuda-nos a responder com dados, e não apenas com opiniões.
O que diz a investigação?
Investigadores analisaram 51 estudos académicos publicados entre 2022 e o início de 2025, em diferentes contextos de ensino, desde o secundário ao ensino superior.
A pergunta era simples: o ChatGPT tem impacto positivo na aprendizagem? A resposta curta: sim, tem. Mas depende de como é usado.
Onde faz a diferença?
Os dados mostram que o uso do ChatGPT pode melhorar significativamente o desempenho académico dos alunos, sobretudo em disciplinas práticas ou focadas em competências, como escrita, programação, ou resolução de problemas.
Além disso, os estudantes que usaram o ChatGPT sentiram-se mais motivados e mais envolvidos no processo de aprendizagem.
O segredo está no contexto: Os melhores resultados surgiram em cursos que usaram o ChatGPT como parte de um processo estruturado: por exemplo, para complementar uma aprendizagem baseada em problemas, ou como ferramenta de apoio à escrita criativa. Também ficou claro que o uso contínuo ao longo de algumas semanas, e não apenas pontualmente, tem efeitos mais positivos.
O estudo deixa algumas recomendações práticas:
- O ChatGPT deve ser integrado como parceiro de aprendizagem, não como atalho.
- É essencial dar orientação aos alunos: quanto mais claro for o enquadramento pedagógico, maior o benefício.
- Não se trata de substituir professores, mas de os apoiar — com uma ferramenta que estimula a autonomia, a exploração e a personalização da aprendizagem.
O ChatGPT é uma ferramenta cujo impacto depende de quem a usa, como usa e com que intenção. Se for bem integrado, pode tornar o ensino mais dinâmico, personalizado e mais acessível a todos!